Olhar sobre a actividade – A vaidade da CGD
Quando falamos de reputação temos de ter em conta que esta deriva de uma avaliação sobre um conjunto de características que são reconhecidas e valorizadas sobre a organização, mas não é uma característica em si mesma.
Faz sentido uma organização utilizar, no seu discurso, o argumento de que é reconhecida pela sua reputação?
Renato Póvoas (Guess What PR) escreveu, a 5 de Novembro de 2010, e eu concordo plenamente:
É legítimo mas não faz sentido que a Caixa Geral de Depósitos utilize anúncios de imprensa para referir que foi considerada a marca portuguesa com maior reputação. A verdadeira reputação não se conquista através de anúncios pagos. Trata-se meramente de um egocentrismo excessivo. O foco da comunicação deveria estar no cliente e não na própria instituição. (Renato Póvoas, 2010)
E acrescento, a Reputação é construída de baixo para cima e não pertence à organização, mas sim aos seus stakeholders.
Parece-me óbvio que a Caixa Geral de Depósitos deveria focar o seu discurso nos pilares que sustentam a sua reputação, fortalecendo-a, e não na reputação em si.
