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Lançamento da 1ª revista científica dedicada às Relações Públicas editada em Portugal

Lançamento da 1ª revista científica consagrada exclusivamente às RP editada em Portugal – em memória de Sónia Lourenço e Pedro Rodrigues. Dia 1 de Março, pelas 19h, na Escola Superior de Comunicação Social. Apareçam.

Fernando Nobre entre os erros de comunicação e os riscos reputacionais

A inclusão do nome de Fernando Nobre nas listas que o PSD apresenta, para as legislativas que se seguem, apanhou o país de surpresa. À “direita” as opiniões dividem-se entre a mais valia e a suspeição, enquanto à “esquerda” as críticas têm sido duras para Nobre.

Não querendo entrar no debate sobre as intenções e motivações que levaram a esta decisão, do ponto de vista de comunicação, tenho grandes dúvidas na forma como Fernando Nobre geriu este dossier – o que acabou por colocar em risco a sua reputação. Alguns pontos fundamentais:

1 – O anúncio: Era de prever que o país ia ser apanhado de surpresa, que ia criar grande um choque e reacções negativas. Nobre deveria ter preparado o terreno primeiro. Elogiar Pedro Passos Coelho e demonstrar, publicamente, confiança na sua capacidade para liderar o país seria uma forma de preparar o seu eleitorado. Assim, evitava o choque e podia gerir o desenrolar da situação.

2 – As declarações pós anúncio: As suas declarações foram pouco objectivas e soaram quase a um pedido de desculpas. Pedia-se um discurso mais claro e de esperança. Era necessário convencer o país que a sua decisão era a necessária para o rumo da nação e não esconder-se atrás de uma falta de compreensão das suas intenções. Pedia-se que se focasse nas razões que o levaram a juntar-se ao PSD e como isto é do interesse nacional.

3 – O encerramento da página de Facebook: também aqui demonstrou erros de comunicação. Primeiro porque deveria ter preparado esta comunidade para o que se estava a passar: não custava nada colocar um post a mencionar que estava a ponderar uma decisão muito importante para a sua vida e para o país, apelando à união do momento difícil que o país atravessa. Isto poderia ter criado uma “almofada” de apoio para não apanhar desprevenida a sua base de apoiantes. Mas, não tendo feito isto e já em fase de crise, demonstrou uma falta de compreensão do funcionamento das redes sociais e quebrou o diálogo com aqueles que sempre estiveram com ele. O procedimento era simples, deveria ter apagado comentários insultuosos, mas deixado todos os outros comentários – os users deveriam ter tido oportunidade de expressar a sua opinião. Deveria ter colocado um post apelando à sua credibilidade perante os seus seguidores, que estava a fazer o melhor para o país e que ia contribuir para levantar o país da situação em que se encontra, que este é um momento de união e não de segregação. Infelizmente, seguiu a opção mais fácil: a de fechar a porta e esconder-se atrás de ter sido incompreendido.

Com certeza que Fernando Nobre está convencido que integrar as listas do PSD foi a melhor decisão e por isso a tomou – nem coloco em causa o seu valor, as suas motivações, nem a legitimidade do acto. Esqueceu-se que, em política, como em tudo na vida de uma sociedade democrática, não basta estarmos convencidos que tomamos a melhor opção, pois esta tem de ser legitimada publicamente. Por vezes a realidade é diferente da percepção. Nobre deveria ter tido em conta qual seria a reacção do público a esta decisão e, posteriormente, tomado a melhor decisão estratégica na comunicação da mesma.

Estes erros podem custar a sua reputação e sem dúvida que vai ter que trabalhar muito para provar que esta foi a opção correcta. Para seu bem, espera-se que em todas as decisões que tome, as comunique de forma a não danificar a sua reputação – o maior activo de um político e que merece um cuidado especial.

Uma “Narrativa state of mind” com Rui Unas – by Continente

A Sonae lançou um video sobre os hipermercados Continente, onde Rui Unas faz uma versão da famosa música “Margem sul state of mind”, sendo neste caso “Continente state of mind”.

Engane-se quem pensar que é um simples vídeo com uma ideia engraçada para promover a cadeia de hipermercados, ao analisarmos a narrativa implicita percebemos os símbolos que lhe estão implícitos e que esta tem conta, peso e medida. Ler mais…

As Relações Públicas necessitam de uma campanha de relações públicas?

Em conversa com um amigo, aluno do mestrado de Relações Públicas (RP) da universidade de Valência, falávamos sobre a falta de reconhecimento sobre o são as RP e sobre o seu contributo para as organizações. Estaria a disciplina a necessitar de uma acção de relações públicas? Ler mais…

Olhar sobre a actividade – Menos de um mês para Lisboa receber um evento da EUPRERA

Já o tinha dito, neste mesmo espaço, mas volto-o a relembrar. Lisboa recebe o Euprera Spring Symposium 2011.

Um evento importante do ponto de vista da discussão da prática e da teoria das Relações Públicas, num contexto online, que decorrerá na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), de 3 a 5 de Março, deste mesmo ano.

Sob o tema “Por detrás do Online: estão as Relações Públicas a adaptar-se, a desenvolver-se… ou a falhar? A conferência pretenderá abordar a temática da disciplina das Relações Públicas como um todo e a forma como esta se está a adaptar aos desafios que a web proporciona, fugindo assim ao debate focado, apenas, nas questões e práticas online.

Os quatros sub-temas que irão ser desenvolvidos, pelos participantes, enquadram-se em desafios actuais para a prática e estudo, não só das Relações Públicas, mas de toda a Comunicação Organizacional num contexto online. Neste caso, “As oportunidades do digital”, “Relações Públicas, revolução da prática”, “O online torna as Relações Públicas mais ou menos importantes para o sucesso organizacional?, e “Seguir as novas conversações” serão as temáticas em destaque, numa iniciativa que contra com a colaboração do Euroblog.

Dêem um salto ao site do evento: http://eupreraspringsymposium.net/2011/ e caso apareçam por lá, convido-vos a assistir à apresentação do meu artigo, escrito em conjunto com César Neto.

Pensamentos – Não se fazem Relações Públicas com metade do cérebro

Em que consistem as Relações Públicas? É uma actividade estratégica ou criativa? Parece-me óbvio que é uma actividade que engloba estas duas dimensões.

Por um lado, temos uma vertente criativa e intuitiva que nos permite ir além do óbvio e nos torna únicos. Por outro, temos uma vertente estratégica e lógica, crucial para dar objectividade às nossas acções e que nos indica os caminhos a seguir.

Se, por vezes, vemos uma destas vertentes menosprezada em relação à outra, a verdade é que não se fazem Relações Públicas com metade do cérebro.

Olhar sobre a actividade – Apple: comunicação que dá lucro

Se pudéssemos definir a estratégia de comunicação da Apple numa frase esta seria “From empowerment to advocacy.” E o resultado está à vista.

“A Apple obteve um lucro de seis mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros), no primeiro trimestre fiscal de 2011, mais 78 por cento que em igual período do ano passado, com vendas recorde de Mac, iPhone e iPad, anunciou a empresa em comunicado.” (fonte Briefing)

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