Uma “Narrativa state of mind” com Rui Unas – by Continente
A Sonae lançou um video sobre os hipermercados Continente, onde Rui Unas faz uma versão da famosa música “Margem sul state of mind”, sendo neste caso “Continente state of mind”.
Engane-se quem pensar que é um simples vídeo com uma ideia engraçada para promover a cadeia de hipermercados, ao analisarmos a narrativa implicita percebemos os símbolos que lhe estão implícitos e que esta tem conta, peso e medida. Ler mais…
Pensamentos – O estranho caso do número 241543903
Recentemente, deparei-me com uma campanha (ou movimento, se preferirem) conhecida como 241543903, em que ao procurar-mos este número, no Google Images, encontramos várias imagens de pessoas com a cabeça dentro do frigorífico.
O carácter bizarro desta iniciativa captou, de imediato, a minha atenção. E, de seguida, dei comigo a reflectir sobre que significado lhe estaria inerente. Cheguei a pensar que pudesse ser uma campanha estranha de chamar à atenção para o aquecimento global, mas porquê aquele número?
Após uma rápida pesquisa, dei comigo desiludido. Afinal, era apenas uma iniciativa desprendida de qualquer significado, iniciada por David Horvitz, um artista norte-americano, em que este incentivava as pessoas a tirarem fotos com a cabeça dentro do frigorífico e a colocarem “o número mágico” como tag da foto. Sobre o número, era o número de série do frigorífico de David. Estranho, mas epidémico – já que se espalhou rapidamente por toda a internet.
Se é verdade que as redes sociais têm proporcionado verdadeiras epidemias e a facilidade com que um video, uma imagem ou uma notícia se espalha por toda a rede é impressionante, não é menos verdade que o que poderia ter sido uma ideia interessante para captar a atenção para o aquecimento global, acaba por ser um movimento que roça o ridículo por estar alienado de objectividade.
O grau de genialidade de uma ideia criativa, em comunicação, é directamente proporcional à capacidade que esta tem em se ligar a um objectivo. Não há ideias geniais desprendidas de contexto.
Pensamentos – Não se fazem Relações Públicas com metade do cérebro
Em que consistem as Relações Públicas? É uma actividade estratégica ou criativa? Parece-me óbvio que é uma actividade que engloba estas duas dimensões.
Por um lado, temos uma vertente criativa e intuitiva que nos permite ir além do óbvio e nos torna únicos. Por outro, temos uma vertente estratégica e lógica, crucial para dar objectividade às nossas acções e que nos indica os caminhos a seguir.
Se, por vezes, vemos uma destas vertentes menosprezada em relação à outra, a verdade é que não se fazem Relações Públicas com metade do cérebro.