Por Um Objectivo
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Da abstenção estatística à abstenção real.
Muito se fala do record de abstenção nestas últimas legislativas portuguesas e de como isto é preocupante para a democracia. No entanto, pouco se fala do desalinhamento entre a abstenção oficial e a abstenção real. Falemos então dessa diferença.
Primeiro, alguns factos:
1 – temos 10 milhões de habitantes, 8,6 milhões maiores de idade, mas 9,6 milhões de eleitores!!!
2 – em 2009 existiam 650 mil votos fantasma, correspondentes a pessoas que já haviam falecido.
3 – a taxa de mortalidade é de 100 mil pessoas por ano.
Segundo esta lógica, e mantendo-se este padrão de evolução, em 2011 o número de votos fantasma seriam qualquer coisa como 800 mil (650 mil existentes mais 150 mil de um ano e meio). Este número é aproximadamente 9,3% de 8,6 milhões (número de pessoas em idade de votar). Estão a ver onde isto está a chegar? A abstenção real pode ser, mais coisa menos coisa, 9% inferior à abstenção dos cadernos eleitorais, mudando, radicalmente de 41% para 32,%.
Resumindo, é importante actualizar os cadernos eleitorais e rever os processos de constituição dos mesmos. Enquanto isto não for feito, os números que as fontes oficiais nos apresentam não podem ser dados como credíveis.
O equívoco de Miguel Portas
Parece-me óbvio que Miguel Portas deveria ter mais cuidado em alinhar o que diz com o que faz.
Primeiro faz uma guerra aberta aos eurodeputados viajarem em primeira classe, depois é a apanhado no conforto da bela cadeira da TAP.
A desculpa de que se tratava de uma viagem a Moçambique não pega, pois o princípio é que realmente importa. Talvez deva pensar num consultor para evitar que estas coisas aconteçam.
O caso fica mais grave quando um jornal estrangeiro divulga uma notícia destas, pois não é apenas a credibilidade do Eurodeputado Miguel Portas que está em jogo, mas a própria imagem de Portugal.
No fim do dia, quem sofre é a reputação deste senhor, a da classe política e a do país. Com exemplos destes, ainda há quem se interrogue porque o FMI está cá?
O acesso ao país das maravilhas – espelho de um país sem rumo
Algures entre a comédia e a tragédia, Lewis Carroll esqueceu-se de escrever aquela que seria a sua melhor obra: a terceira versão de Alice no País das Maravilhas – Alice e o mercado de trabalho. Ler mais…
Olhar sobre a actividade – Menos de um mês para Lisboa receber um evento da EUPRERA
Já o tinha dito, neste mesmo espaço, mas volto-o a relembrar. Lisboa recebe o Euprera Spring Symposium 2011.
Um evento importante do ponto de vista da discussão da prática e da teoria das Relações Públicas, num contexto online, que decorrerá na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), de 3 a 5 de Março, deste mesmo ano.
Sob o tema “Por detrás do Online: estão as Relações Públicas a adaptar-se, a desenvolver-se… ou a falhar? A conferência pretenderá abordar a temática da disciplina das Relações Públicas como um todo e a forma como esta se está a adaptar aos desafios que a web proporciona, fugindo assim ao debate focado, apenas, nas questões e práticas online.
Os quatros sub-temas que irão ser desenvolvidos, pelos participantes, enquadram-se em desafios actuais para a prática e estudo, não só das Relações Públicas, mas de toda a Comunicação Organizacional num contexto online. Neste caso, “As oportunidades do digital”, “Relações Públicas, revolução da prática”, “O online torna as Relações Públicas mais ou menos importantes para o sucesso organizacional?, e “Seguir as novas conversações” serão as temáticas em destaque, numa iniciativa que contra com a colaboração do Euroblog.
Dêem um salto ao site do evento: http://eupreraspringsymposium.net/2011/ e caso apareçam por lá, convido-vos a assistir à apresentação do meu artigo, escrito em conjunto com César Neto.
Olhar sobre a actividade – EUPRERA Spring Symposium em Lisboa
A edição de 2011 do Spring Simposyum da European Public Relations Education and Research Association (EUPRERA) decorrerá em Lisboa.
Um evento que terá lugar na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), de 3 a 5 de Março, e que será um espaço de debate sobre a prática das Relações Públicas num contexto de comunicação online, sob o tema: Beyond Online: Is Public Relations adapting, evolving … or failing?
É sempre bom termos iniciativas deste género em Portugal, pelo prestígio que trazem ao nosso país e pela discussão e conhecimento que nos proporcionam.
O Call For Papers encontra-se em aberto até dia 24 de Janeiro e parece-me que esta é uma excelente oportunidade para os estudiosos e os profissionais da área mostrarem o que de bom se tem feito, neste campo, em Portugal.
Para os interessados, fica o site do evento: http://eupreraspringsymposium.net/2011/

